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Entrevista concedida por Bianca a respeito do Rito de Comemoração da Consciência

 

 

Por que temos de remontar ao passado?

Bianca - Porque a única maneira de você ter consciência do presente é sabendo como era o passado. É vivendo o passado. Se você não vive o passado, você não vive o presente e muito menos o futuro. É por isso que quando nós saímos da matéria um dos primeiros passos que eles dão é nos fazer retornar ao passado, para que a gente tenha a consciência do presente e a consciência do futuro. No futuro nós vamos fazer um rito como o de hoje, porque hoje já será o nosso passado.

 

Qual o significado que a época medieval tem para o nosso grupo, para ela ser tão lembrada assim?

Bianca - Foi nessa era que eles começaram a implantar o sistema de conscientização humana, porque o ser humano já ocupava a matéria, mas não havia organização entre matéria e ser humano. Foi nessa época que começou tudo. Tanto é que as guerras santas se iniciaram naquela era, porque havia um grupo que tinha um determinado tipo de consciência e um segundo grupo que tinha outro. Eles queriam que todos tivessem a mesma consciência e foi assim que se iniciaram as grandes guerras por causa do poder do ser humano que, em resumo, significa a consciência. Só que eles nunca perceberam que consciência não precisa de guerra. Quem tem consciência tem tudo. Até hoje existem as guerras pela maneira de pensar de um e do outro. Não precisa disto. Então, é um momento importante porque dele até hoje, em que ainda existe toda esta confusão em termos de consciência, surgiram seres humanos que não brigam pela consciência. Eles simplesmente a têm. Então, é a conquista do mundo extrafísico. É a consciência.

 

Se nós tivéssemos tido mais aplicação e galgado mais etapas, não teríamos conquistado isso sem haver necessidade de sermos comandados para tal?

Bianca - Claro. Se tivéssemos tido aplicação suficiente, teríamos feito o mesmo rito espontaneamente, por consciência, por saber a importância do passado. Não precisaríamos ser comandados, orientados a trazer o passado para o nosso presente para melhorar nossa consciência. Daí o objetivo do rito, que é trazer o passado para agora, para ativar a memória; tentar trazer a consciência do passado para o presente. Nós não conseguimos fazer isso sozinhos. Eu consegui. Mas não adianta conseguir sozinha. Você fica solitário. Eu me considero uma das pessoas mais solitárias que conheço no mundo, exatamente por causa do conhecimento, do acesso às coisas e da mínima chance de aplicar o conhecimento. É ruim, ao mesmo tempo em que é maravilhoso.

 

Durante a semana eu estava num shopping e vi um livro sobre um personagem importante da história que está entre nós. Essa pessoa não estava na comemoração. Então eu pensei: “uma pessoa que teve um papel tão importante no passado está desperdiçando o presente”. Concluí que o passado só tem importância com nossas conquistas do presente. E, provavelmente, vice-versa. Nossas conquistas de hoje vão ser muito importantes e vão nos ajudar se nós conseguirmos realmente por consciência.

Bianca - Acontece. Essa pessoa não conquistou ainda o grande momento, por ser um momento só; chama-se de lucidez. Não é preciso estar lúcido durante vinte e quatro horas, mas quando você consegue um momento de lucidez é suficiente para mover sua vida ao longo dos tempos. Só um momento de lucidez é suficiente.

 

Ainda sobre remontar ao passado, pergunto: se esse passado começa da Renascença para cá, devemos “desprezar” da Renascença para trás?

Bianca - Não devemos. Poderíamos fazer uma festa renascentista, porém nós não temos equipamentos para promover esse tipo de evento. No dia que tivermos, faremos. O que falta é equipamento disponível para representar.

 

O que representa as pessoas virem aos pares?

Bianca - É porque o ser humano é composto de macho e fêmea. Quando ele vem em casal, chega mais equilibrado no ambiente. Por isso, foi pedido que entrassem aos pares. É a representação do ser humano; assim fica completo. Isso não impede que a pessoa venha sozinha. Pode vir sem o par também, mas com o par fica melhor. Não é uma exigência. É uma recomendação.

 

Por que a Responsável pela Técnica usou calças compridas?

Bianca - Naquele momento a minha roupa estava representando a conquista feminina desde a antiguidade até agora. Na antiguidade as mulheres só usavam saias e eram submissas. O poder estava com os homens e eles se representavam através da roupa específica, e a mulher da roupa específica. Neste caso, a representação foi a conquista, quer dizer, chegamos a nos igualar ao homem e o homem se igualou a nós na profissão e na conquista do mundo e da consciência. Então, a roupa representava isso.

 

Eu gostaria de saber sobre a rigidez do horário. Por que tudo delimitado, marcado? E também sobre o sino, o toque da sineta.

Bianca - É que no passado não havia telefone nem relógio. Tudo que se queria saber, era através do sino, que eles chamavam de badalo. Havia os badalos que anunciavam os horários e esse badalo é muito representativo, porque ele foi o primeiro momento de organização do ser humano com horários. Por isso, ele dever ser usado sempre. Era uma forma de comunicação. Era através dos sinos que a população ficava sabendo o que estava acontecendo no castelo. Eram fixados tantos toques, tantas badaladas para cada situação. Por isso, a importância: a primeira comunicação do homem à distância foi o sino.

 

Qual a importância da dança no rito? Por que ela deu início ao rito? E por que teve que ser mantida durante toda a comemoração?

Bianca - A dança ali estava representando a união do mundo extrafísico com o físico. A dança foi aberta comigo e na seqüência entraram Geiza e Marina, que estavam representando a minha extensão na casa naquele momento. O abrir da dança estava significando a participação do mundo extrafísico no nosso meio e as duas entraram na seqüência representando o mundo físico. Era a união dos dois mundos. Fizemos quase sem saber. Fizemos bem, eu acho. E a dança não podia parar porque a união dos mundos não podia parar naquele momento.

 

Qual a importância de não entrar no salão de dança até o início do baile?

Bianca - Enquanto não se inicia o baile, significa que as pessoas do mundo extrafísico estão preparando o ambiente. Eles também chegam como chegam todos os convidados. E esse ambiente é preparado por eles. Nós podemos decorar, mas o ambiente para fazer a representação dos dois mundos é preparado por eles. Por isso, não se pode circular no ambiente da representação dos dois mundos antes de dar início e tem hora para começar.

 

Qual a diferença entre as músicas do passado e as músicas do presente que faz com que as do passado sejam mais adequadas para o rito?

Bianca - No passado as pessoas faziam músicas mais voltadas para o ser humano. Hoje se faz músicas para a matéria. Não são músicas que dão lucidez, pois elas tiram o raciocínio do ser humano. As músicas atuais representam guerra entre o ser humano e a matéria. E é claro que temos de pegar o melhor do ser humano para representá-lo.

 

Há algum motivo para o pessoal da cozinha não participar da dança?

Bianca - É porque eles estavam representando a alimentação e a alimentação não dança.

 

Por que o mestre de cerimônia estava usando roupa branca e vermelha e a equipe estava de branco e preto? Bianca - O preto acumula a energia e o branco dispersa a energia. Essas são as pessoas nas quais todos prestam muita atenção; ou descarregam, ou carregam demais de energia. Por isso, têm que estar com roupas que não acumule energia, mas ao mesmo tempo não podem ficar desenergizadas. Daí o cinto preto. E o vermelho significa o quê? Quem está de posse do conhecimento. Por isso, o branco e o vermelho são para o mestre de cerimônia. É a ele que todos têm que recorrer na hora de uma dúvida.

 

Por que as taças não podiam ser tocadas, mas apenas erguidas?

Bianca - Porque estávamos brindando com o pessoal de fora e as taças deles não fazem tim-tim. Nós brindamos com o mundo extrafísico.

 

Na orientação diz: “somente os convidados que estiverem trajados adequadamente poderão dançar”. Caso algum convidado não estivesse adequado, quem iria abordá-lo e de que maneira?
Bianca - Informando bem e antecipadamente às pessoas para que elas não venham despreparadas para isso. E se vierem despreparadas, elas mesmas já vão saber que não podem entrar no salão de dança.

 

A ausência de crianças é simplesmente porque elas não têm o comportamento adequado, por que elas ainda não assumiram a matéria, ou por outro motivo?
Bianca - A ausência de crianças no ambiente é porque criança ainda representa só o mundo da matéria e aqui a representação era dupla. Por isso, não pode ter crianças, principalmente, porque circulam e não só tiram a atenção dos pais para o rito, como atrapalham todos os outros que não trouxeram seus filhos. Só pode criança de colo, bebê.

 

Qual o significado de não haver despedidas depois do rito?

Bianca - É uma comemoração em família, uma comemoração em casa. Não é como se estivessem vindo de longe. Se todos estão em casa, em família, é como se todos fossem para o seu quarto. É como se o seu quarto estivesse ali, do lado. Tudo isso é simbólico. No mundo extrafísico não existe distância e o comportamento neste dia é como o deles.

 

Trazer este rito para o nosso dia-a-dia não seria uma forma de nos educarmos?

Bianca - Este rito anual vai acabar sendo incorporado por muita gente, porque a Técnica é feita de exemplo e de conhecimento. E consciência não se adquire apenas fora da matéria. Adquire-se com gestos e também com o comportamento. E eu acho até que as pessoas vão estranhar muito quando houver uma festa que não seja um rito, porque elas vão se acostumando com os ritos e vão estranhar outras festas. Pelo menos no nosso meio.

 

O tom formal e cerimonioso com o outro ser humano, por exemplo, é algo que só se pode usar naquele dia específico?

Bianca - Você deve trazer para sua vida, mas tem que ser espontâneo. Não pode ser forçado, pois se você forçar já não está mostrando consciência. Tem que ser algo que entra em você e fica. Por exemplo, as pessoas não sorriam naturalmente porque elas não estão habituadas a sorrir. Elas não estão acostumadas a se mostrar como são. Elas estão acostumadas a rir e dar gargalhadas, que é muito próprio da matéria humana. Quantas vezes a gente dá uma gargalhada e depois vê que o assunto não era tão interessante assim, que a piada não foi tão boa? Não foi boa para nós, mas para a matéria foi. Nós temos muito pouco controle sobre o nosso corpo. E este rito é para nos impor um controle sobre a matéria.

 

Qual o significado do brinde ser com vinho tinto e não com champagne e de não haver uvas brancas? Bianca - Na época não havia vinho branco, champagne, uvas verdes. A uva era silvestre. Colhia-se a uva no mato. Não tinha plantação, não era cultivada. Era como se colhe amoras até hoje. Já champagne é moderno para a época que representamos e vamos continuar representando neste rito.

 

Qual o significado de servir o vinho na ânfora?

Bianca - A ânfora sempre foi um transportador de líquidos no passado. Não havia garrafas, nem outra embalagem que temos hoje. As ânforas sempre estavam cheias de água, de vinho, de leite. E o momento é de servir na ânfora, por causa da simbologia do passado.

 

Qual o significado de não usar talheres?

Bianca - É uma homenagem à matéria humana, porque a matéria jamais comeria com talheres sem a presença do ser humano.

 

Qual o significado de serem oferecidos alimentos originários de diversas partes do mundo?

Bianca - A simbologia diz que é o conhecimento adquirido pelo ser humano aqui sobre os alimentos. É a descoberta de cada alimento na natureza. É um significado da matéria. A matéria é que descobriu o alimento e testou. Esta é a simbologia.

 

Dentro do cardápio que foi oferecido, onde cada prato representava um continente, existe uma seqüência ou a gente pode servir à vontade?

Bianca - Existe uma seqüência e essa seqüência é representada pela minha mesa, no momento que vão me servir. A cada ano eles vão dar prioridade a um continente para iniciar a alimentação.

 

O fato de não se escolher cerveja ou aguardente é porque seriam bebidas que dariam mais chance à matéria de interferir no raciocínio do ser humano?

Bianca - Não. É porque elas são modernas demais para o rito. Na história são muito antigos o whisky e a vodka, mas a cerveja e a aguardente que temos aqui no Brasil são muito modernas. A cerveja do Egito, por exemplo, não era uma cerveja, era um suco de cevada. Saquê é muito antigo. O arak, aguardente dos árabes, é antigo.

 

Eu gostaria de saber a representação das flores. Por que rosas e por que aquelas cores específicas das rosas?

Bianca - É muito simples. Observe a representação no livro, quando fala das sete cores: a função do rosa, a função do vermelho e a função do amarelo. E aí você vai entender que tudo isso faz parte de um conjunto entre ser humano e matéria. Aí é que vem a representação. No caso da mesa de fora, o salmão entra na toalha por causa do conjunto entre o rosa, o vermelho e o amarelo. Aí é que dá o salmão. A maior parte da mesa é a representação do conjunto.

 

As flores eram amarelas, vermelhas, rosas e brancas. As velas eram rosas, brancas e amarelas. Por que a diferença?

Bianca - As velas não podem ser vermelhas, nem pretas, pois são características de um outro grupo.

 

Por essa razão foi denominado de rito e não de ritual?

Bianca - Exatamente. Essa é a razão da palavra rito, pois ritual envolve outras coisas.

 

As velas estão incluídas no rito simplesmente por estarmos voltados para os costumes da época medieval ou tem mais simbologia em usarmos tantas velas, apagarmos as luzes na hora do cerimonial e ficarmos à luz de velas?

Bianca - Na hora da cerimônia nós estamos oferecendo o nosso rito para o mundo extrafísico. O mundo extrafísico necessita da energia do fogo, como nós necessitamos da energia do fogo. E também tem outra representação aqui. Naquela época não havia luz elétrica. Então, não tem sentido estarmos numa representação medieval com luz elétrica. Foram aproveitados os dois motivos. Também foi pedido que não se coloque velas decoradas, porque elas representam o presente. Elas têm que ser velas grossas e sem decoração; velas simples. Podem ser de cores, mas sem desenhos.

 

Ainda dentro das cores, eu perguntaria sobre o guardanapo preto.

Bianca - O preto representa a concentração de energia. E se nós estamos num momento em que precisamos concentrar energia, não cabe o guardanapo branco porque na hora em que você pega nele você dispersa energia. Por isso, o guardanapo para enxugar as mãos é preto.

 

As pétalas de rosas na bacia com água é mais uma questão de higienização ou também tem uma representação simbólica?

Bianca - A água é fonte de vida e as flores representam o perfume que o ser humano descobriu na natureza. Você energiza as mãos (não é para lavar) na água e depois retém a energia com o preto do guardanapo, para você reter a energia do momento em seu corpo.

 

O local onde se energizam as mãos tem um nome específico?

Bianca - O ato de mergulhar as mãos na bacia com água e pétalas de flores simboliza a energização. A bacia representa o local onde você se energiza, o setor de energização. E os guardanapos pretos representam o acúmulo de energia daquele momento para você. Daí a função das pétalas de flores dentro da água.

 

E o significado da cor champagne?

Bianca - É a mistura do amarelo com o branco, que tem a representação que está no livro. O branco é a concentração de todas as cores. Por isso, as mesas têm que ter este tom. Em resumo, tudo neste rito representa as sete fontes de energia.

 

Se na nossa comemoração tivemos que evitar símbolos que lembrassem outros grupos religiosos ou filosóficos, qual seria a nossa representação característica que os outros teriam que prestar atenção? Bianca - A nossa mesa, que deve ser no formato do nosso distintivo. Ela representa a nossa consciência.

 

Qual o significado de servir o copo de cada pessoa na mão, na hora do brinde?

Bianca - O ser humano sempre serviu e foi servido. Se você deixa à disposição da matéria, ela perde o controle. A vontade da matéria é chegar, pegar e resolver logo. Você tem que controlar o momento certo. Então, quem está servindo é que controla todas as matérias presentes, pois a matéria é um animal e ela perde o controle e avança.

 

Pela lógica do nosso grupo, quem vai esperar menos é quem tem supostamente menos controle, ou seja, quem ainda não é nem aluno. Este espera menos com o copo cheio na mão?

Bianca - Ah, sim, com certeza. Essa situação se inverteu na hora do serviço de alimentação, ou seja, foi uma situação totalmente oposta ao sistema, onde os convidados são servidos em primeiro lugar.

 

No rito nós obedecemos a uma hierarquia, pela qual as pessoas externas ao grupo foram as últimas a se servir. Isso tem um significado especial?

Bianca - Exatamente, é um sistema hierárquico. Não tem como ser diferente. No caso dos copos, também, as pessoas que os receberam primeiramente estavam num patamar mais elevado.

 

Às vezes, sinto que no mundo moderno a formalidade se mistura ou se confunde com a frieza, com a impessoalidade, ou seja, há pouco afeto para com o outro ser humano. Exemplo disso é quando nos sentamos à mesa e pedimos a alguém que, por gentileza, nos passe um prato. Soa educado, mas no fundo soa ...

Bianca - Isso não é educação, isso é formalidade. No nosso caso aqui não existe nada formal, existe um aprendizado. Um aprendizado de como deveríamos ser e não sobre o que somos. É um rito que vem do passado porque até hoje nós não aprendemos. Nós confundimos educação com formalidade. Geralmente todas as pessoas muito formais são falsas porque elas não são daquela maneira, mas nós temos de ser por aprendizado. Em alguns momentos vamos experimentar o que é o prazer de ser, de verdade, um ser humano. Não tem nada falso aqui. Ninguém está aqui para agradar a ninguém. Todos nós estamos aprendendo, todos nós estamos participando das mesmas coisas. 

 

Por que não se pode quebrar o protocolo, que foi quebrado no dia da comemoração?

Bianca - Não se pode porque, a partir do momento que se abre uma exceção, perde-se a linha de aprendizado. Você sai daquele momento de aprendizado e cai na normalidade do dia-a-dia. Tem que ficar na sua memória o protocolo todo. Assim, você não esquece e acaba incorporando-o ao seu dia-a-dia. Então, se você pedir a alguém por favor, que faça algo, não é que você está sendo formal. Aí, está sendo educado. E isto faz parte de você, não é obrigação fazer. No caso da formalidade de hoje em dia, que é chamada educação, na realidade estão todos falsos. É uma educação falsa, pois ninguém está com vontade de fazer aquilo. Temos de fazer com vontade, com prazer e não porque não podemos fazer o contrário.

 

Houve quebra do protocolo. Como tais pessoas serão orientadas a não repetirem o fato no ano que vem? Bianca - Como foi o primeiro rito, temos de chamar as pessoas para uma conversa para o ano que vem não repetirem a quebra do protocolo. Houve quem tentou quebrar, vindo para minha mesa conversar comigo, mas lembrou na hora e saiu. Houve quem quebrou totalmente, abaixou-se ao lado da minha mesa, ficou conversando e ainda me tirou para dançar. E eu não podia negar. Por isso, as pessoas não podem chegar, pois eu não posso negar. Eu estou ali para atendê-los, mas dentro do protocolo. Um membro da Irmandade quebrou porque ficou conversando muito tempo comigo, junto à mesa. Não podia. Eu estava representando o mundo extrafísico e o mundo físico naquela mesa. Era um momento humano e enquanto eu estivesse ali o protocolo não podia ser quebrado.

 

O que deveríamos perceber durante o rito?

Bianca - Este rito tem o objetivo de fazer com que nós possamos perceber a grandiosidade que é o ser humano. É uma elevação da consciência, é uma homenagem ao ser humano que com tanta luta veio até agora e está conseguindo sobreviver aqui. Esta é a grande homenagem, a homenagem ao ser humano. E homenagem à matéria também. Temos os momentos dela e os momentos do ser humano. Este é o objetivo do rito: a ligação dos dois mundos. Homenageando o ser humano, homenageia-se o mundo extrafísico, porque nós fomos criados lá. Então, se brinda e se faz todo o rito com a união dos dois mundos.

 

Quem estava ocupando a mesa do mundo extrafísico?

Bianca - Todo o rito foi em homenagem ao Nosso Mestre que nos trouxe até agora, ao Karran que trouxe a Técnica para nós e ao Organizador que chegou com as mudanças que acontecem de vez em quando porque nós não podemos ter consciência viciada. Foi também em homenagem ao Dr. Nikolas que segurou os nossos problemas e as nossas doenças para que pudéssemos chegar até este ponto e foi em homenagem à consciência, principalmente a minha, por ter conseguido, também, trazer todo mundo até agora. Foram homenageados ainda o Chefe dos Acompanhantes que administra todos os acompanhantes e o Professor que é quem monta todas as aulas. 

 

Qual era a representação das mesas?

Bianca – Na minha mesa todas as peças têm que ser de cristal, todas modernas, porque minha mesa representa o presente. As mesas onde estão as comidas e as representações dos continentes devem ser mais voltadas para o passado porque representam a luta do ser humano para chegar ao presente.

 

Teremos outros eventos, além deste evento anual?

Bianca - Teremos as cerimônias de passagens de etapas. Ainda não foi marcada a data para este ano. Será neste estilo, mas com outra característica.

 

E a integração de novos membros ao grupo da Irmandade?

Bianca - Também. Teremos, pelo menos, três festas da Técnica por ano. A entidade pode promover outros eventos. E podem ser com outras músicas, com outro estilo; estilo daqui. Mas a Técnica não pode mais.

 

 

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